Strokes, Living Things, Kaiser Chiefs, Stone Roses, Smashing Pumpkins, Pixies, Sonic Youth, Smiths, Cure, Muse, Echo and The Bunnymen no Hora do Rock.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
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Strokes, Living Things, Kaiser Chiefs, Stone Roses, Smashing Pumpkins, Pixies, Sonic Youth, Smiths, Cure, Muse, Echo and The Bunnymen no Hora do Rock.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Primal Scream, Franz Ferdinand, The Caesars, The Pipettes, Hard Fi, Maxïmo Park, Futureheads, Guillemots, Arcade Fire, Editors, Razorlight, Soup Dragons e Happy Mondays neste programa.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Nessa reprise do programa especial de trilhas sonoras tem Neil Young, Beach Boys, 5,6,7,8’s, Jack Black, Belle and Sebastian, Beck, Ash, Placebo, The Smiths, New Order, Primal Scream e The Doors.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Flaming Lips, Grandaddy, Air, Moby, Massive Attack, Elliot Smith, CocoRosie, Jenny Lewis and The Watson Twins, Raveonettes, Scissor Sisters, Bloc Party, The Rakes e Art Brut nesse programa.
Seleção musical (com exceção do - ergh! - Pearl Jam no final) e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Nesse programa tem Beach Boys, The Zombies, The Hollies, The Small Faces, Sonics, Kinks, Dave Clark Five, Buffalo Springfield, Bauhaus, Smiths, The Jesus and Mary Chain, Echo and The Bunnymen, Nick Cave, Tom Waits e música do disco tributo Monsieur Gainsbourg revisited.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Polly Jean, Andrew Bird's Bowl of Fire, Squirrel Nut Zippers, Stray Cats, Luna, Damon and Naomi, Sebadoh, Kasabian, She Wants Revenge, Editors, TV On The Radio, Juliette and the Licks, e Donnas nesse programa.
* ERRATA: Quando a loucutora chama a música Blimpe Go 90, do Guided By Voices, ouve-se Luna (Pulp Tent). O editor democraticamente excluiu GBV do programa, que estava com o tempo estourado.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Três músicas do novo disco de Bob Dylan (Modern Times) abrem esse programa, que tem também Joni Mitchell, Neil Young, Spirit, Breeders, Violent Femmes, Vaselines, Beat Happening, Magic Numbers, Belle and Sebastian e Beta Band.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Musica nova do Radiohead, Lush, Pulp, Ride, Yeah Yeah Yeahs, Raconteurs, Strokes, Teenage Fanclub (musica do disco novo, Man Made), Primal Scream (idem, do Riot City Blues), The New Folk Implosion, Galaxie 500, Klaxons, Raveonettes, Dandy Warhols nesse Hora do Rock.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Sonic Youth, que dá as caras nesse programa especial de covers tocando Carpenters. Tem também Teenage Fanclub, Queens Of The Stone Age, Ramones, Futon, Pixies, Lemonheads, Belle and Sebastian, Nouvelle Vague, Jesus and Mary Chain, Elvis, Stephen Stills, Johnny Cash e Neil Young.
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Stuart Staples, dos Tindersticks neste programa que tem também Morrissey, Lloyd Cole, NIck Cave, Tindersticks, Leonard Cohen, Nick Drake, Delgados, Weezer, Grandaddy, Sonic Youth, Pavement, Dinosaur Jr e The Tears, o projeto de Brett Anderson e Bernard Butler (ex-Suede).
Seleção musical e texto: Gabriela Almeida
Apresentação: Angelina Yoshie
Nesse programa tem música do disco póstumo de Johnny Cash (American V: A Hundred Highways), do novo do Muse (Black Holes and Revelations), de Frank Black (do Honeycomb), Cat Power, Jenny Lewis and The Watson Twins, Isobel Campbell e Mark Lanegan, Fountains of Wayne, Apples in Stereo, Ben Kweller, Razorlight, mclusky, Death Cab For Cutie, além das Nashville Sessions inéditas de Dylan&Cash (1969) e de Waylon Jennings.
Quarta e última parte do especial história do rock, com funk-o-metal, grunge, brit pop, rock "alternativo" e neo garage.
ERRATA: A música do Pearl Jam chama-se "Why Go", e não "Why Not", como eu falei.
Terceira parte do especial história do rock: new wave, pós punk, Madchester e college rock.
Segunda parte do especial sobre a história do rock, desta vez com os mestres da guitarra, o som de Detroit, o pré punk americano, e o punk inglês.
Chuck Berry, que fazia Jerry Lee Lewis parecer intérprete de canção de ninar.
Primeira parte do especial sobre a história do rock: negros pioneiros, brancos que estouraram, british invasion, folk e west coast sound.
O surgimento do rock’n’roll:
- Bill Haley lançou o primeiro disco de rock and roll a chegar ao topo da Billboard, em julho de 1955, “Shake Rattle & Roll”. Quando foi lançado, o disco não passou do vigésimo terceiro lugar. Apenas depois de a canção título ter sido a incluída na trilha sonora de um filme chamado The Blackboard Jungle (ou em português Sementes da Violência), é que alcançou o primeiro lugar, onde ficou durante oito semanas.
- A origem do rock and roll é creditada a artistas negros como Fats Domino, Bo Diddley, Chuck Berry e Little Richard, foi principalmente através de brancos como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Buddy Holly que o gênero se popularizou. Eles fizeram bastante sucesso regravando músicas dos compositores seminais, e muitas delas só viraram hits depois que ganharam essas versões. É o caso de “That’s All Right Mama”, o primeiro grande sucesso de Elvis, que é de autoria do artista negro Arthur “Big Boy” Crudup. Esse blues rural foi gravado por Elvis em meados dos anos 50 em um estúdio da Sun Records, com violão, guitarra e baixo, e é uma síntese de contry, blues e R&B apontada como uma das canções mais influentes para o rockabilly.
Invasão inglesa:
vários artistas que já faziam bastante sucesso na Inglaterra se tornaram populares nos Estados Unidos, principalmente a partir de 1964. Um pouco antes, no final de 1963, a Capitol Records lançou “I Want To Hold Your Hand, dos Beatles”, no mercado americano. A música foi direto para a primeira posição das paradas, e quando a banda viajou para os Estados Unidos pela primeira vez, o estrago já estava feito. A histórica apresentação dos Beatles no programa de TV The Ed Sullivan Show no dia 9 de fevereiro de 1964 foi assistida por 73 milhões de pessoas, um recorde de audiência na televisão americana (é considerada um marco da invasão inglesa). No mesmo ano, em abril, os Beatles alcançaram um feito que até hoje nunca foi superado, ocupando as cinco primeiras colocações da lista de 100 melhores lançamentos da Billboard. Depois deles, vários outros grupos britânicos partiram para divulgar seus trabalhos nos Estados Unidos, como os Rolling Stones, The Who, The Faces, Badfinger, Animals, Kinks e Dave Clark Five.
- “Time In On My Side” foi o primeiro hit que Rolling Stones emplacaram nos Etsados Unidos, em 1964. No verão do ano seguinte, eles lançaram o disco “Out Of Our Heads”, que trazia na versão americana a arrasa quarteirão “Satisfaction”. O The Who, o Kinks e o The Small Faces celebravam a cultura mod, surgida nos anos 50 na Inglaterra, e que teve seu ápice no meio dos anos 60 defendida por jovens obcecados por música, roupas e scooters.
- Os conflitos entre os mods e outras tribos urbanas como os rockers inspiraram o autor Anthony Burgess no livro Laranja Mecânica. O filme Quadrophenia, baseado no disco do The Who, também homenageou o movimento. Aqui no Brasil, os ecos da cultura mod ressoam até hoje, sobretudo no rock produzido na região sul do país. Curitiba tem uma cena mod forte, com bandas como o Faichecleres e Relespública. Do Rio Grande do Sul, saíram Júpiter Maçã e o Cachorro Grande.
Folk Rock:
- A maior influência assumida de Bob Dylan é Woody Guthrie, considerado o nome mais importante do folk da primeira metade do século 20.
- Dylan lançou o primeiro disco, “Bob Dylan”, em 1962, mas o sucesso comercial do folk rock veio alguns anos mais tarde, inicialmente com o The Byrds. Quando o primeiro disco da banda saiu, em 1965, Bob Dylan já tinha lançado cinco álbuns, mas foi com a versão dos Byrds para “Mr. Tambourine Man” que ele chegou ao topo das paradas pela primeira vez. O disco de estréia do The Byrds leva o nome dessa faixa, e inclui regravações de outras três músicas de Dylan, “Spanish Harlem Incident”, “Chimes of Freedom” e “All I Really Want To Do”.
Som da costa oeste americana:
- Além das clássicas bandas psicodélicas, como Love, The Doors e Jefferson Airplane, nos anos 60 também fizeram sucesso os precursores da surf music (Dick Dale incluído). Uma das bandas mais conhecidas é Beach Boys, que acabou meio engolida pela invasão inglesa, mas lançou em 66 um dos melhores discos da história do rock, o Pet Sounds. Basta dizer que Paul McCartney alardeia que “God Only Knows” é a melhor música já composta.
Produção, texto e apresentação: Gabriela Almeida
O podcast do Hora do Rock estréia com o especial The Velvet Underground. Uma hora com músicas dos quatro discos da banda, além de muita história.
Há 40 anos, em julho de 66, o Velvet Underground lançou o primeiro single, "All Tomorrow’s Parties". A canção faz parte do disco de estréia da banda, "The Velvet Underground & Nico", que apesar de ter sido gravado em 66, só saiu no ano seguinte por uma série de problemas. Inicialmente, a gravadora MGM teve problemas para conseguir confeccionar a capa que Andy Warhol tinha idealizado (a banana “descascável”).
Quase um ano depois, o "The Velvet Underground & Nico" finalmente saiu, mas não demorou um mês para ser retirado das prateleiras, em função da contracapa que trazia uma imagem da banda tocando em uma apresentação do grupo performático Exploding Plastic Inevitable.
A imagem era um frame de um dos filmes de Andy Warhol, e incluía um dos seus agregados, Eric Emmerson. Ele tinha sido preso por porte de drogas, precisava fazer uma grana e acionou judicialmente a gravadora, acusando a MGM de ter usado a imagem sem a sua permissão. O disco tinha até estreado bem, na posição 171 da Billboard, mas mesmo assim foi recolhido e relançado algum tempo depois, na mesma época que o "Sargent Pepper’s Lonely Hearts", dos Beatles - e ficou difícil para competir.
O mais importante é que o famoso disco da banana permanece até hoje como um dos álbuns de estréia mais marcantes da história da música, e certamente um dos mais influentes do rock. Como disse Brian Eno, e muitas pessoas repetiram depois, não houve muita gente que comprasse o disco quando ele foi lançado, mas quem comprou montou uma banda.
Embora a formação clássica do Velvet seja com Lou Reed, John Cale, Sterling Morrisson e Maureen Tucker, o grupo teve outro baterista, Angus MacLise. Ele foi apresentado por um amigo em comum a John Cale, à época recém chegado do seu lugar de origem, o País de Gales.
Lou Reed, John Cale e MacLise se reuniram em 65 e começaram a tocar algumas composições, como "Heroin", e antes de The Velvet Underground, eles chamaram a banda de Warlocks e Falling Spikes. O nome definitivo foi inspirado em um livro sobre sadomasoquismo escrito por Michael Leigh, que eles acharam na rua Bowery, em Nova Iorque. Não demorou muito para Angus MacLise deixar o grupo e ser substituído ainda em 65 por Maureen, responsável pela bateria tosca e minimalista característica do Velvet Underground.
Durante um tempo, o Velvet teve uma “agregada”. Era Nico, uma modelo e atriz húngara, que viveu na Alemanha e antes de ir parar no Estados Unidos passou um tempo em Londres, onde gravou um single, da música "I’ll Keep It With Mine", de Bob Dylan. Ao chegar em Nova Iorque, acabou se juntando à turma da Factory de Andy Warhol. Foi ele, inclusive (que foi empresário do Velvet nos primeiros anos da banda e bancou a gravação do primeiro disco), que de certa forma impôs a participação dela cantando algumas músicas.
A despeito do ciúme de Lou Reed com as composições dele, as músicas que Nico canta no disco da banana ("All Tomorrow’s Parties", "I’ll Be Your Mirror" e "Femme Fatale") são algumas das melhores do álbum.
Embora o envolvimento de Nico com o Velvet Underground não tenha durado muito tempo, a parceria rendeu alguns frutos. Reza a lenda que Lou Reed e Nico chegaram a ter um caso, e que a inspiração para "I’ll Be Your Mirror" teria vindo de uma ocasião em que Nico disse para Lou: “Oh, Lou, I’ll be your mirror”; e John Cale produziu os melhores discos solo dela, o Desert Shores e o Chelsea Girls, no final dos anos 60 e início dos anos 70.
O segundo disco do Velvet, "White Light, White Heat", foi lançado em 68 e teve produção de
Tom Wilson, e não de Andy Warhol, responsável pelo primeiro. John Cale diz que, enquanto no disco da banana há beleza e gentileza, no "White Light,White Heat" eles fizeram de tudo para passar longe disso. O resultado é bastante barulho e distorção, com letras que falam de alienação e desespero.
Na época do lançamento do "White Light, White Heat", John Cale deixou o grupo, por desavenças pessoais com Lou Reed e desgates internos provocados principalmente pelo grande esforço que a banda fazia, sem retorno imediato algum financeiro ou de popularidade. Quem entrou no lugar dele foi o baixista Doug Yule, que em 70, quando Lou Reed anunciou que ia sair da banda e o Velvet acabou, organizou outra formação e continuou usando o nome.
Um disco chamado "Squeeze" foi creditado ao Velvet Underground em 73, quando foi lançado na Inglaterra, mas nem é reconhecido como um disco do grupo, e felizmente não teve uma distribuição muito boa.
O terceiro disco da banda, o primeiro com Doug Yule no lugar de John Cale, se chama somente Velvet Underground. Na sonoridade, está mais próximo do "Velvet Underground and Nico", mas nas letras a diferença entre os dois trabalhos anteriores é marcante. Lou Reed apresenta letras mais reflexivas, em um discurso de descontentamento emocional que tem um tom diferente. Não por acaso, algumas das músicas se chamam "Jesus", "Begining To See The Light" e "I’m Set Free".
O quarto e último disco oficial do Velvet é o "Loaded", lançado em 70 e considerado um disco “inferior” da banda, com melodias mais óbvias, de fácil assimilação. Para muitos, a tentativa máxima de Lou Reed obter sucesso comercial com a banda. O "Loaded" é o único álbum do Velvet que não saiu pela MGM, mas por um selo da Atlantic Records, o Cotillion. Se na MGM eles tinham liberdade para gravar o que bem entendiam, por outro lado não contavam com a gravadora para promoção e divulgação dos trabalhos. O "Loaded" é o único disco do Velvet que teve tiragens contínuas desde que foi lançado. Fazem parte desse disco algumas pérolas do VU, como "Sweet Jane", "Who Loves The Sun", e "Sweet Nuthin’" (as duas últimas integrantes da trilha sonora de "Alta Fidelidade").
* Apesar de o Velvet ter sido ligado a Andy Warhol, que fez algumas dezenas de filmes, não existe um único registro audiovisual de um show inteiro da banda entre 66 e 70. Alguns documentários sobre Lou Reed ("Rock’n’Roll Heart"), Nico ("Nico Icon") e o próprio Velvet ("The Velvet Underground Under Review") apresentam pequenos trechos de ensaios na Factory e de shows em Max Kansas City’s e Café Bizarres da vida, com o EPI.
Produção, texto e apresentação: Gabriela Almeida